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Renascimento

Renascimentos: 

Cidade Ideal -  A pintura é anônima, provavelmente uma homenagem a Leon Battista Alberti, e está exposta na Galleria Nazionale delle Marche em Urbino 

Renascimento Cultural

            O Renascimento Cultural faz parte de uma ampla gama de transformações culturais, econômicas, sociais, políticas e religiosas que caracterizaram a transição do feudalismo para o capitalismo.

            A Itália reunia uma série de condições que tornaram o berço do Renascimento Cultural;

Fatores econômicos:

    As cidades italianas conheceram um extraordinário desenvolvimento a partir do século XII, transformando-se nos principais centros da economia europeia. Esse dinamismo econômico possibilitou a prática do mecenato. Inicialmente, eram burgueses, posteriormente reis e na fase final, os papas;

Fatores Sociais:

    Foi justamente ali que se iniciou o pré-capitalismo e, com ela, a intensificação da vida urbana, que modificaria as bases da sociedade. A vida nas cidades estreitou os contatos entre as pessoas, favorecendo o intercâmbio de ideias, a difusão de conhecimento e uma maneira de ver o mundo. A vida cultural tendeu a expressar os valores correspondentes aos interesses da burguesia;

Fatores políticos:

    A Itália não possuía unidade política. Essa fragmentação resultou do fortalecimento dos poderes locais que, tirando proveito do confronto entre papas e imperadores, puderam conservar sua própria independência;

Durante o Renascimento, muitos dirigentes lançaram mão do mecenato, rodeando-se de artistas e intelectuais, para fazer da produção cultural um instrumento legitimador de sua autoridade;

Fatores Culturais:

    A presença da Antiguidade Greco-Romana em solo italiano podia ser observada nos monumento, nas construções e na produção escultórica, além das obras literárias da Antiguidade;

    Os bizantinos, na qualidade de depositários da tradição greco-romana, vinham transmitindo parte desse legado aos italianos, graças aos intensos contatos comerciais entre os dois povos.

    A constituição bizantina para o Renascimento italiano ganhou maior força quando os turcos otomanos tomaram Constantinopla (1453), o que obrigou numerosos intelectuais da cidade a se refugiar na Itália;

Características

     Os homens do Renascimento tinham clara consciência de que viviam em uma época distinta da Idade Média – tanto que foram os primeiros a dividir os tempo históricos em Antiguidade (definida pela cultura greco-romana), Medievo (marcado, segundo eles, por uma cultura de origem predominantemente bárbara) e Modernidade (caracterizada como uma época de progresso cultural, graças à redescoberta da civilização clássica). Os renascentistas menosprezavam a cultura da Idade Média, considerando-a absolutamente inferior à da Antiguidade.

Os Valores mais importantes do Renascimento eram:

A valorização da cultura greco-romano, modelo de plano intelectual e artístico;

O antropocentrismo, a glorificação do homem, o qual foi colocado no centro de todas as coisas;

Universalismo, a busca de um padrão intelectual que transcende as fronteiras nacionais;

Naturalismo, a importância da Natureza e de seus fenômenos;

O racionalismo e o espírito crítico, que se traduziram na adoção da observação e de métodos experimentais;

O renascentismo Literário

Itália:
  • Dante Alighieri (1265–1321):
    • A Divina Comédia (1320): Embora pré-Renascimento, sua fusão de teologia e poesia influenciou o humanismo.
  • Francesco Petrarca (1304–1374):
    • Canzoniere (1374): Coletânea de sonetos que popularizou o ideal do amor platônico. Petrarca é o "pai do humanismo".
  • Giovanni Boccaccio (1313–1375):
    • Decameron (1353): Contos satíricos sobre a sociedade medieval, precursor do realismo literário .

Inglaterra

  • Geoffrey Chaucer (1343–1400):
    • Os Contos de Canterbury (1400): Retrato crítico da Inglaterra medieval, misturando humor e moralidade .
  • William Shakespeare (1564–1616):
    • Peças como Hamlet (1603), Romeu e Julieta (1597) e Macbeth (1606): Exploram a condição humana com profundidade psicológica.
  • Thomas More (1478–1535):
    • Utopia (1516): Obra fundadora do gênero utópico, criticando a sociedade inglesa e propondo uma ilha ideal com propriedade coletiva.
  • Francis Bacon (1561–1626):
    • Novum Organum (1620): Defendeu o método empírico como base do conhecimento científico, rompendo com a escolástica.
    • Ensaios (1597–1625): Reflexões filosóficas sobre ética, política e sociedade.

Espanha e Portugal:

  • Miguel de Cervantes (1547–1616):
  • Dom Quixote (1605–1615): Paródia dos romances de cavalaria, considerada o primeiro romance moderno .
  • Luís de Camões (1524–1580):
  • Os Lusíadas (1572): Epopeia que celebra as navegações portuguesas, influenciada por Virgílio .
  • Gil Vicente (c. 1465-1534):
  • Auto da Barca do Inferno (1517): Sátira moral que retrata personagens de diversas classes sociais julgados após a morte.

  • Auto da Índia (1509): Reflexão sobre os impactos das navegações portuguesas.

França:

  • François Rabelais (1494–1553):
  • Gargântua e Pantagruel (1532–1564): Sátira grotesca da sociedade e da religião, associada ao humanismo crítico .
  • Michel de Montaigne (1533–1592):
  • Ensaios (1580): Reflexões filosóficas que inauguraram o gênero ensaístico.

O Renascimento Científico:

            Com o advento do Renascimento, a curiosidade e o espírito crítico valorizaram o experimentalismo. O resultado foi um extraordinário desenvolvimento no campo das Ciências.

            O polonês Copérnico demonstrou que a Terra girava em torno do Sol (heliocentrismo). Suas pesquisas foram completadas pelo alemão Kepler (órbita elíptica) e pelo italiano Galileu.

            Na medicina, o flamento Vesálio é considerado o “Pai da Anatomia”, o espanhol Miguel Servet descobriu a pequena circulação sanguínea; e o francês Paré fez a cirurgia progredir, ao criar a técnica de ligação das artérias;

O Renascimento Artístico

  • Fra Angélico – São Francisco;
  • Donatello – Davi;
  • Da Vinci – Mona Lisa;
  • Michelângelo – Capela Sistina, Moisés, Pietá, Davi;
  • Rafael – Madonas;
  • Botticcelli – O nascimento de Vênus;

A expansão do Renascimento

            A renascença manifestou-se primeiro nas cidades italianas, de onde se difundiu para os países da Europa Ocidental. Mas em nenhum deles o movimento apresentou tanta expressão quanto na Itália. Sem embargo, é importante conhecer as manifestações renascentista da Alemanha, Países Baixos, Inglaterra, Espanha e Portugal;

            No final do século XV, os Estados italianos passaram para o primeiro plano da política europeia (1494-1544), iniciados pelos reis da França com o objetivo de conquistar territórios naqueles pais. Foi então que a extraordinário produção cultural do renascimento italiano tronou-se mais visível para os demais países europeus. Os soldados e os diplomatas foram os principais instrumentos dessa difusão;

            O advento da imprensa (com o alemão Gutenberg) barateou os livros e tornou a leitura acessível a um número muito maior de pessoas, contribuindo decisivamente para a divulgação das ideias e dos conhecimentos;

A Prensa de Gutenberg, sua Construção, Impacto e Revolução

    A invenção da prensa de tipos móveis por Johannes Gutenberg (c. 1398–1468) em meados do século XV é amplamente reconhecida como um dos marcos mais transformadores da história humana. Combinando inovações técnicas e organizacionais, essa tecnologia não apenas acelerou a produção de livros, mas também redefiniu a disseminação do conhecimento. 

Como a Prensa foi Construída: Inovações Técnicas

    Gutenberg sintetizou conhecimentos de ourivesaria, metalurgia e mecânica para criar um sistema eficiente:

Tipos Móveis de Metal:

    Gutenberg desenvolveu uma liga de chumbo, estanho e antimônio, que permitia a fundição de letras duráveis e uniformes. Cada tipo era ajustado em matrizes de aço, garantindo precisão.

Tinta à Base de Óleo:

    Substituiu a tinta aquosa usada em manuscritos por uma fórmula viscosa de óleo de linhaça e fuligem, que aderia melhor ao metal e ao papel.

Prensa Adaptada:

    Inspirou-se em prensas de uva para criar um mecanismo de parafuso que aplicava pressão uniforme, transferindo a tinta dos tipos para o papel.

Números e Produção: A Escala sem Precedentes

    Primeira Obra Impressa: A Bíblia de Gutenberg (1455), com 1.282 páginas em latim. Foram produzidas cerca de 180 cópias (em pergaminho e papel), das quais 49 sobrevivem hoje.

    Expansão na Europa: Entre 1450 e 1500, estima-se que 20 milhões de livros foram impressos em mais de 270 cidades europeias, contra 30 mil manuscritos produzidos no mesmo período antes da prensa.

    Custo Reduzido: O preço de um livro caiu em até 80%, tornando-o acessível a burgueses, clérigos e estudiosos.

Democratização do Conhecimento:

    A imprensa quebrou o monopólio da Igreja e das elites sobre a informação. Textos clássicos, científicos e religiosos (como a Bíblia) tornaram-se amplamente disponíveis.

    Exemplo: A tradução da Bíblia para línguas vernáculas alimentou a Reforma Protestante (Luther usou a imprensa para disseminar suas 95 Teses em 1517) 

Padronização e Preservação:

    Erros de cópias manuais foram reduzidos, permitindo a fixação de idiomas (como o alemão moderno) e a uniformização de obras científicas (ex.: De Revolutionibus de Copérnico, 1543)).

Revolução Científica e Educacional:

    Acadêmicos como Vesalius e Galileu publicaram descobertas com ilustrações precisas, acelerando o progresso científico.

    Universidades e bibliotecas públicas expandiram-se, alfabetizando até 20% da população europeia até 1600 (contra 1% em 1400).

Economia e Globalização:

Surgiram as primeiras editoras e redes de distribuição, antecipando o capitalismo moderno. A imprensa também impulsionou a colonização, com mapas e relatos de viagens.

Mapa Mental: 

Contexto Histórico:

  • Renascimento das Cidades;

  • Renascimento do Comércio;
  • Surgimento de uma nova Classe Social:Burguesia;
  • Acontece nas cidades, em especial as Italianas

Fatores Econômicos:

  • Renascimento Comercial e Urbano
  • Cidades Italiana - Extraordinário desenvolvimento;
  • Centro da economia europeia;
  • Sociedade: poder da Burguesia
  • Prática do Mecenado: Burgueses, posterior, Reis e Papa.

Fatores Políticos:

  • A Itália não possui unidade Política;
  • Resultado: fortalecimento dos poderes locais;
  • Disputa entre papa e reis;
  • Burguesia consegue manter sua independência;
  • Burguesia legitima seu poder e sua autoridade através do Mecenato;
  • Visão de mundo;

Fatores Sociais:

  • Intensificação da Vida Urbana;
  • Alteração das bases da sociedade;
  • Estreitamento no contato entre as pessoas;
  • Maior intercambio de ideias;
  • Maior difusão de conhecimento e de visões de mundo;
  • Valores burgueses se espalham;

Fatores Culturais:

  • Presença da Antiguidade Greco-Romana em solo italiano;
  • Bizâncio, depositários da tradição Greco-Romana - intenso contato comercial e cultural;
  • Constantinopla tomada em 1453, fuga de intelectuais e artistas;
  • Presença da cultura Muçulmana;

Valores do Renascimento:

  • A valorização da cultura greco-romano, modelo de plano intelectual e artístico;
  • O antropocentrismo, e individualismo a glorificação do homem, o qual foi colocado no centro de todas as coisas;
  • Universalismo, a busca de um padrão intelectual que transcende as fronteiras nacionais;
  • Naturalismo, a importância da Natureza e de seus fenômenos;
  • O racionalismo e o espírito crítico, que se traduziram na adoção da observação e de métodos experimentais;

O renascentismo Literário

Itália:
  • Dante Alighieri (1265–1321):
    • A Divina Comédia (1320): Embora pré-Renascimento, sua fusão de teologia e poesia influenciou o humanismo.
  • Francesco Petrarca (1304–1374):
    • Canzoniere (1374): Coletânea de sonetos que popularizou o ideal do amor platônico. Petrarca é o "pai do humanismo".
  • Giovanni Boccaccio (1313–1375):
    • Decameron (1353): Contos satíricos sobre a sociedade medieval, precursor do realismo literário .

Inglaterra

  • Geoffrey Chaucer (1343–1400):
    • Os Contos de Canterbury (1400): Retrato crítico da Inglaterra medieval, misturando humor e moralidade .
  • William Shakespeare (1564–1616):
    • Peças como Hamlet (1603), Romeu e Julieta (1597) e Macbeth (1606): Exploram a condição humana com profundidade psicológica.
  • Thomas More (1478–1535):
    • Utopia (1516): Obra fundadora do gênero utópico, criticando a sociedade inglesa e propondo uma ilha ideal com propriedade coletiva.
  • Francis Bacon (1561–1626):
    • Novum Organum (1620): Defendeu o método empírico como base do conhecimento científico, rompendo com a escolástica.
    • Ensaios (1597–1625): Reflexões filosóficas sobre ética, política e sociedade.

Espanha e Portugal:

  • Miguel de Cervantes (1547–1616):
    • Dom Quixote (1605–1615): Paródia dos romances de cavalaria, considerada o primeiro romance moderno .
  • Luís de Camões (1524–1580):
    • Os Lusíadas (1572): Epopeia que celebra as navegações portuguesas, influenciada por Virgílio .
  • Gil Vicente (c. 1465-1534):
    • Auto da Barca do Inferno (1517): Sátira moral que retrata personagens de diversas classes sociais julgados após a morte.

    • Auto da Índia (1509): Reflexão sobre os impactos das navegações portuguesas.

França:

  • François Rabelais (1494–1553):
    • Gargântua e Pantagruel (1532–1564): Sátira grotesca da sociedade e da religião, associada ao humanismo crítico .
  • Michel de Montaigne (1533–1592):
    • Ensaios (1580): Reflexões filosóficas que inauguraram o gênero ensaístico.

Renascimento Científico: 

  • Copérnico - Teoria do Heliocentrismo;
  • Képler - Teoria da Órbia Elíptica;
  • Galileu Galilei - a Via-Láctea não dependia do nosso Sistema Solar.
  • Vesálio - Pai da Anatomia;
  • Miguel Servet - Descobre a pequena circulação Sanguínea;
  • Paré - Técnica de ligação das artérias;
  • Isaque Newton - Gravitação Universal

O Renascimento Artístico

  • Fra Angélico – São Francisco;
  • Donatello – Davi;
  • Da Vinci – Mona Lisa;
  • Michelângelo – Capela Sistina, Moisés, Pietá, Davi;
  • Rafael – Madonas;
  • Botticcelli – O nascimento de Vênus;

PRENSA DE GUTENBERG (Séc. XV)

  • INVENÇÃO TÉCNICA:
    • Tipos móveis de metal (liga de chumbo, estanho e antimônio)
    • Tinta à base de óleo (óleo de linhaça e fuligem)
    • Prensa adaptada de parafuso (inspirada em prensas de uva)
  • PRODUÇÃO E NÚMEROS
    • Primeira obra: Bíblia de Gutenberg (1455)
      • 180 cópias produzidas
      • 49 sobrevivem hoje
    • 20 milhões de livros impressos na Europa (1450–1500)
      • Redução de 80% no custo dos livros;
  • IMPACTOS REVOLUCIONÁRIOS:
    • Culturais:
      • Democratização do conhecimento (fim do monopólio clerical)
      • Reforma Protestante (disseminação das 95 Teses de Lutero)
      • Padronização de idiomas (ex.: alemão moderno)
  • LEGADO:
    • Base da Revolução Científica (séc. XVII)
    • Alfabetização de 20% da Europa até 1600
    • Fundação da sociedade da informação moderna

Renascimento de Bruno Busnardo

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